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Professorra Anna Rita Araújo (FE) expõe no Museu de Arte de Goiânia

Em 07/07/26 09:15. Atualizada em 07/07/26 09:15.

Entre memória e imaginação, Anna Rita Araújo apresenta a exposição “O que resta e o que sonha” no Museu de Arte de Goiânia

Entre memória e imaginação, Anna Rita Araújo apresenta a exposição “O que resta e o que sonha” no Museu de Arte de Goiânia

A artista visual, professora universitária e pesquisadora Anna Rita Araújo inaugura, no dia 7 de julho, no Museu de Arte de Goiânia (MAG), a exposição individual “O que resta e o que sonha”, reunindo pinturas em acrílico, aquarelas e cerâmicas produzidas entre 2020 e 2025, período em que viveu nos Estados Unidos em licença da Universidade Federal de Goiás (UFG). A mostra permanece aberta ao público até 31 de agosto, na Sala Ana Maria Pacheco.

Mais do que apresentar um conjunto de obras, a exposição propõe uma reflexão sobre deslocamento, memória e transformação. O título sintetiza dois movimentos que atravessam toda a produção da artista: aquilo que permanece após as mudanças e aquilo que continua em processo de construção.

Durante os anos de 2019 à 2025, vividos no exterior, Anna Rita desenvolveu um intenso processo de investigação artística, revisitando referências pessoais, afetivas e estéticas. A experiência de viver entre diferentes culturas provocou um retorno simbólico às suas origens, conduzindo a uma reorganização interna que hoje se manifesta nas obras apresentadas no MAG.

“O que resta” refere-se aos vestígios que sobrevivem ao tempo, às mudanças de território, de idioma e de perspectiva. São memórias, afetos e experiências que permanecem vivos e encontram na pintura uma nova forma de existência. Já “o que sonha” representa aquilo que ainda está em formação: a imaginação como continuidade da memória e a criação artística como espaço de abertura para novas possibilidades.

Embora o universo floral seja a presença mais evidente da exposição, as flores não ocupam o lugar da simples representação da natureza. Elas surgem como metáforas do crescimento, da delicadeza, da permanência e da transformação. São flores imaginárias, livres de qualquer compromisso botânico, que se aproximam do gesto, da emoção e da memória.

A mostra reúne três núcleos de produção que dialogam entre si. Nas pinturas em acrílico, rostos femininos se fundem a formas orgânicas, criando imagens que transitam entre figura e flor. Nas aquarelas, a fluidez da água conduz composições delicadas, nas quais pétalas e hastes parecem existir entre o surgimento e o desaparecimento. Já nas cerâmicas, a investigação ganha volume e materialidade, aproximando o universo floral dos objetos cotidianos por meio de relevos, texturas e superfícies que evocam folhas, pétalas e jardins.

Para o curador Quefren Crillanovick, a produção da artista constrói “um jardim de flores imaginadas”, onde pintura, aquarela e cerâmica compartilham um mesmo campo poético.

“As flores atravessam as pinturas dos rostos femininos, as aquarelas e as peças cerâmicas. Não aparecem apenas como ornamento. São uma presença que se desloca. Uma forma que insiste, muda de corpo, encontra outro pouso.”

Segundo ele, o trabalho de Anna Rita estabelece uma relação sensível entre corpo, natureza e objeto, criando um território onde a criação artística amadurece sem pressa e convida o espectador a percorrer estados de transição.

Artista visual, professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás e doutora em Artes pela Universidade de São Paulo (USP), Anna Rita Araújo desenvolve pesquisas sobre processos de criação e ensino das artes. Com exposições realizadas no Brasil e nos Estados Unidos, apresenta no MAG um recorte significativo da produção desenvolvida durante sua residência nos Estados Unidos entre os anos de 2020 a 2025, período marcado pela ampliação de sua pesquisa sobre o universo floral como linguagem poética.

Ao reunir diferentes técnicas e suportes, “O que resta e o que sonha” transforma flores, rostos e objetos em metáforas do feminino. A exposição convida o público a refletir sobre aquilo que permanece depois das mudanças e sobre aquilo que ainda insiste em florescer.

Serviço

O que resta e o que sonha
Exposição individual de Anna Rita Araújo

Abertura: 7 de julho de 2026

Visitação: de 7 de julho a 31 de agosto de 2026

Local: Museu de Arte de Goiânia (MAG) – Sala Ana Maria Pacheco

Entrada gratuita

 

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